29 de março de 2009

Lemos


António José de Lemos nasceu no dia 2 de Fevereiro de 1950, e foi um bom avançado que militou nas fileiras do Futebol Clube do Porto.
Jogava no Boavista F.C. (21 jogos e 6 golos no Campeonato de 1969/70) antes de ingressar no F.C. Porto no início da época 1970/71.
Na tarde de 31 de Janeiro de 1971, memorável tarde, o nome de Lemos soou alto e soou longe, pela rádio. Lemos marcou, nas Antas, os 4 golos da vitória do F.C. Porto sobre o S.L. Benfica de Eusébio e Companhia! Mas não foi só por causa do "poker", no Estádio das Antas, que os benfiquistas jamais se esqueceram dele; é que, também na Luz, ainda na época 1970/71, Lemos fez o gosto ao pé e desfeiteou as "águias" por mais duas vezes no empate (2-2) no reduto encarnado. Assim, à sua conta, o avançado portista converteu todos os seis golos com que os dragões brindaram a "equipa do regime" nos jogos do Campeonato daquela temporada!
Esteve para ser cedido ao Barreirense F.C. antes do início da época do famoso jogo das Antas, como refere Pinto da Costa na sua autobiografia "Largos Dias Têm Cem Anos". E só não o foi porque, num plenário de 24 pessoas ficou decidido, "pela margem mínima de um voto", que o jogador permaneceria no clube – "era assim que funcionava o FC Porto, mesmo nas grandes decisões, como por hipótese, a escolha do treinador. Isto permitia situações completamente absurdas, como a maioria poder decidir contra a vontade dos responsáveis do futebol" – conta ainda Pinto da Costa que, na altura, era director das actividades amadoras. De facto, procedimentos 'muito democráticos' mas pouco eficazes. Como as coisas se modificariam, mais tarde…
A proeza de António Lemos igualou a de Carlos Nunes que, 35 anos antes, em 22 de Março de 1936, havia marcado 4 golos ao rival Sporting C.P. no Campo do Amial, no Porto. Aí o resultado a favor dos azuis e brancos foi bem mais dilatado, 10-1 (!), e era o primeiro "poker" num "clássico" (F.C. Porto versus S.L. Benfica versus Sporting C.P.). Só Lemos repetiu a façanha!
O jogador esteve envolvido em mais de uma dezena de "clássicos" e só venceu aquele de Janeiro de 1971.
Nas épocas 1970/71 e 1971/72 marcou, respectivamente, 18 (melhor marcador da equipa) e 8 golos no Campeonato.
Em 1973 (decorria a época 1972/73) Lemos – que não obtivera o estatuto de "Atleta de Alta Competição" imprescindível para o subtrair à guerra do "Ultramar" – foi mobilizado para Cabo Verde pelo Exército Português. Mas o inesperado aconteceu: o avião, que transportava Lemos e a sua "Companhia de Operações Especiais", fez um "desvio" na rota e aterrou em… Bissau (Guiné). E todos aqueles soldados que julgavam ir para uma "guerra" branda no arquipélago das belas mulatas e da romântica morna, lá ficaram naquela que era a colónia portuguesa com a conjuntura militar mais difícil e perigosa. Acresce que, no início do ano de 73, o PAIGC (movimento independentista) incrementara as acções de guerra criando muitas dificuldades às tropas portuguesas que combatia desde Janeiro de 1963.
A Guiné estava a 'ferro e fogo' e, talvez por isso, a "Companhia" de Lemos tenha sido desviada para aquele território.
Voltou da Guiné em 1974 ainda a tempo de participar na época de 1974/75, a última que faria pelo F.C. Porto.
Lemos jogou no F.C. Porto ao lado de grandes futebolistas como Rolando, Custódio Pinto, Nóbrega, Pavão, Bené, António Oliveira, Flávio, Abel, Seninho, Heredia, Rodolfo, Fernando Gomes e o extraordinário Cubillas. Contudo não logrou qualquer título pois, desafortunadamente para ele, esteve nos últimos anos de um período em que as agruras do futebol passaram pelas Antas. Mais dois ou três anos e saborearia as vitórias que abriram um longo e risonho ciclo, um tempo de gloriosas e inesquecíveis conquistas. Que Lemos merecia.
Em quatro temporadas no F.C. Porto, nos 77 jogos do campeonato em que interveio, marcou 39 golos.
A vitória frente ao S.L. Benfica foi um marco na carreira de Lemos e os 4 golos um recorde que ainda perdura. Ele recorda com precisão e com orgulho cada pormenor dessa partida: "No primeiro golo, o falecido Pavão fez-me uma assistência primorosa e só tive de empurrar a bola. O meu segundo golo foi espectacular! Quando ninguém acreditava que chegasse à bola, quase na linha de fundo, desferi um pontapé que surpreendeu o Zé Henriques. No terceiro, o Bené fez um lançamento lateral, apanhei a bola e fiz um chapéu ao guarda-redes. E no quarto, estava com um problema num joelho e o Humberto Coelho não acreditou que eu chegasse a tempo mas ultrapassei-o e toquei a bola à saída do guarda-redes."

elaborado por Fernando Moreira

22 de março de 2009

Frasco


António Manuel Frasco Vieira nasceu no dia 16 de Janeiro de 1955 em Leça da Palmeira.
Foi no Leixões S.C. que Frasco iniciou a sua carreira de futebolista com 14 anos de idade.
Fez a sua estreia na 1ª Divisão Nacional na temporada de 1973/74 com apenas 18 anos de idade pelo Leixões S.C. treinado em primeiro lugar por António Teixeira e mais tarde por Haroldo de Campos. Nesta altura, Frasco ainda ocupava preferencialmente a posição de avançado e só mais tarde foi recuado para a posição que se notabilizou como meio campista. Na primeira época na 1ª Divisão Nacional, num campeonato em que o Leixões S.C. se classificou na 14ª posição da geral, Frasco foi utilizado apenas em 10 ocasiões sem ter apontado qualquer golo. Mas seria na temporada seguinte que Frasco se irá afirmar definitivamente na equipa de Matosinhos, já ocupando a posição de médio, disputando o nacional maior da época de 1974/75 onde o Leixões S.C. treinado inicialmente por Haroldo de Campos e Raul Oliveira e mais tarde por Filpo Nuñez, terminou a prova num honroso 9º lugar. Frasco foi dos jogadores mais preponderantes nesta equipa do Leixões, pois actuou em 27 partidas oficiais no Campeonato Nacional concretizando 3 golos.
A partir daí passou a ser dos jogadores mais importantes na equipa do Leixões S.C. que nas épocas de 1975/76 e 1976/77 disputou a 1ª Divisão Nacional. Nesta ultima época de 1976/77 o Leixões S.C. acabou por descer à 2ª Divisão Nacional pois não conseguiu ir alem do penúltimo lugar na prova não evitando dessa forma a despromoção. Nesta altura, Frasco era já um jogador altamente pretendido por clubes de maior nomeada e que jogaria no primeiro escalão, mas o certo é que ainda permaneceria durante mais uma temporada ao serviço do clube da sua terra, desta feita, disputando a Zona Norte da 2ª Divisão Nacional na época de 1977/78.
No início da temporada de 1978/79 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto treinado por José Maria Pedroto, ingressando assim num dos mais importantes clubes nacionais. O certo é que, ao serviço dos Dragões, Frasco iria projectar-se definitivamente no futebol português, conquistando títulos nacionais e internacionais, passando ainda a representar a Selecção Nacional com regularidade. Seriam 11 épocas consecutivas ao serviço dos azuis e brancos onde integrou equipas recheadas de grandes jogadores e treinadas por técnicos de renome nacional e internacional. Integrou uma geração de jogadores do F.C. Porto, como João Pinto, Lima Pereira, Jaime Pacheco, Sousa, André, Gomes, Futre, entre outros, que ficaram para sempre ligados à história do principal clube da cidade invicta.
Logo na época de estreia ao serviço do F.C. Porto, em 1978/79, Frasco conquistou o seu primeiro título de Campeão Nacional. José Maria Pedroto entregou a titularidade ao jovem Frasco de apenas 23 anos de idade e este não se fez rogado exibindo-se ao mais alto nível durante aquela temporada. Foi o único totalista da equipa do F.C. Porto no Campeonato Nacional de 1978/79, alinhando as 30 partidas da prova e apontando 2 golos. Esta utilização diz bem do contributo de Frasco para o êxito do F.C. Porto. Contributo que foi devidamente recompensado pela Direcção portista que ofereceu ao jogador um apartamento.
Frasco destacava-se por ser um médio centro de baixa estatura, franzino mas com grande entrega ao jogo e espírito de sacrifício. Era uma verdadeira carraça em termos defensivos, sendo duro o quanto baste e com uma capacidade física que dava muita acutilância ao futebol da equipa portista. A fisionomia apresentava um bigode muito tradicional para a época que ainda hoje continua a usar. Mas Frasco sobressaia sobretudo pela forma como fazia a retenção do esférico tornando-se por essa característica essencial para a posse de bola da formação portista. Era também muito habilidoso na condução do jogo de ataque.
Chegou à Selecção Nacional de Portugal pela primeira vez no dia 17 de Outubro de 1979, num jogo frente à Bélgica, em Bruxelas no Heysel Park, em partida a contar para o apuramento para o Europeu de 1980. No jogo da estreia Frasco foi suplente, entrando para o lugar do defesa Eurico Gomes. O seu primeiro jogo como titular na equipa das quinas ocorreu em 1 de Novembro de 1979, frente à Noruega, no Estádio Nacional, quando Portugal derrotou a equipa nórdica por 3-1.
Frasco completou 23 internacionalizações pela Selecção A de Portugal durante os 8 anos em que foi regularmente convocado para os trabalhos da Selecção. Apontou somente 1 golo, num jogo amigável frente à Bélgica no Estádio 1º Maio em Braga realizado no dia 4 de Fevereiro de 1987, em que os portugueses venceram por 1-0. O seu ultimo jogo pela Selecção Nacional realizou-o no Estádio das Antas, na cidade do Porto, num empate a zero bolas frente à Suiça no dia 11 de Novembro de 1987 aquando do apuramento para o Europeu de 1988.
Ao nível da Selecção o ponto mais alto da sua carreira foi naturalmente a presença no Europeu de França de 1984 onde Portugal espalhou o perfume do futebol luso pelos relvados de terras gaulesas. Frasco figura assim no quadro de honra da equipa de Portugal que se classificou num brilhante 3º lugar na principal prova de selecções na Europa.
Ao serviço dos azuis e brancos, Frasco conheceu vários treinadores, dos quais se destacam evidentemente o mestre José Maria Pedroto, Artur Jorge e Tomislav Ivic, com quem ganhou diversos títulos, ou ainda com António Morais, Herman Stessl.
Em 1983/84 conquistou o seu segundo titulo no palmares individual com a vitória do F.C. Porto na Taça de Portugal e na época seguinte venceu novamente o Campeonato Nacional da 1ª Divisão já com Artur Jorge ao leme do conjunto azul e branco.
Entretanto, ao nível internacional, destaca-se, desde logo, a presença na final da edição de 1983/84 da Taça das Taças frente aos italianos da Juventus F.C. Em jogo disputado no 16 de Maio de 1984, no Estádio St. Jakob, em Basileia na Suiça e arbitrado pelo juiz Adolf Prokop da antiga RDA, o F.C. Porto foi derrotado pela Juventus F.C. por 1-2 naquela que seria a primeira final europeia da equipa portista. Mais tarde, na época de 1986/87, o F.C. Porto venceu a Taça dos Campeões Europeus de Clubes na final no Estádio do Prater em Viena de Áustria frente ao Bayern de Munique, numa partida em que Frasco foi suplente utilizado. Faz parte ainda das conquistas da Supertaça Europeia frente ao Ajax F.C. de Amesterdão e da Taça Intercontinental contra o A.C. Penarol.
Em termos de títulos nacionais, Frasco ainda conquistaria a dobradinha na época de 1987/88 quando o FC Porto treinado por Tomislav Ivic juntou o título de Campeão Nacional à vitória na final da Taça de Portugal frente ao Vitoria de Guimarães.
Frasco acabou por fazer a sua última época de azul e branco na temporada de 1988/89 numa altura em que já não era titular na equipa portista integrando o plantel essencialmente pela sua preponderância no espírito de grupo. Abandonou as Antas e já com 34 anos de idade jogou ainda uma temporada ao serviço do Leixões S.C. o seu primeiro clube, na 2ª Divisão Nacional Zona Norte, contribuindo de alguma forma para o acesso da equipa matosinhense à 2ª Divisão de Honra do futebol português.
Terminada a carreira de futebolista profissional, Frasco manteve a sua ligação ao futebol, concretamente como treinador em equipas dos escalões secundários. Foi adjunto de António Sousa no S.C. Beira Mar e actualmente integra os quadros de treinadores das camadas jovens do F.C. Porto.
Por último, a história pela qual é mais lembrado entre os adeptos portistas: apesar da morte recente do pai no alto mar, aceitou jogar o desafio contra o S.C. Covilhã que daria o título 1985/86 ao F.C. Porto.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
4 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto

Fonte: gloriasdopassado.pt.vu

15 de março de 2009

Fernando Gomes

Fernando Mendes Soares Gomes nasceu no Porto no dia 22 de Novembro de 1956.
Foi António Feliciano quem o descobriu para o futebol num torneio de futebol de salão do Académico, levando-o para o Futebol Clube do Porto ainda muito novo.
Com apenas 17 anos, estreou-se oficialmente na equipa principal. Foi no dia 8 de Setembro de 1974 e marcou os dois únicos golos da equipa na suada vitória por 2-1 frente à CUF. Ganhava 12 contos por mês enquanto Cubillas, o artista da altura levava 125 notas de mil para casa.
Instalou-se com alguma facilidade no onze titular e foi um dos grandes responsáveis pelo bi-campeonato de 1977/78 e 1978/79, que quebrou um jejum de 19 anos sem conquistas na prova.
Com o término da época 1979/80, veio o tão conhecido verão quente: Gomes, juntamente com Teixeira, Oliveira, Lima Pereira, Frasco, Simões, Freitas, Jaime, Quinito, Octávio, Romeu, Albertino, Costa, Sousa e Tibi, saíram em defesa de Pedroto, despedido pelo presidente Américo de Sá, que não apreciava o estilo de guerrilha de Pedroto e Pinto da Costa em relação ao poder de Lisboa. No final desta confrontação, apenas Oliveira e Octávio, não deram o braço a torcer e acabaram por abandonar o clube. Gomes optou por ficar mas seria transferido para o R.S. Gijon no dia 13 Agosto de 1980. O F. C. Porto acertou a transferência, a troco da exorbitante quantia de 60 milhões de pesetas! Dessa quantia, ao avançado caberiam 20 milhões de pesetas, um terço do valor total. No primeiro jogo pelo clube Espanhol, marcou cinco golos ao Oviedo F.C.
Mas, felizmente para o F.C.Porto, as coisas não iriam correr muito bem em Espanha. No início da época, Gomes tinha uma lesão grave que se foi complicando, e teve mesmo que ser operado. Em declarações Gomes desabafava:"Confesso que admiti vir a jogar pelo Real Madrid ou pelo Barcelona, mas... fui para Gijon sem qualquer lesão. Mas posso sair, o Gijon só quer o dinheiro que pagou pela minha transferência. Não engano ninguém dizendo que gostaria de voltar ao F. C. Porto, mas se for o Sporting ou o Benfica a contratar-me não deixarei de ser o mesmo profissional."
No início da época 1982/83 Gomes já estava de regresso ao F.C.Porto, à sua plena forma e com uma fome de golos impressionante. Nesse ano seria o melhor marcador da Europa com 36 golos, repetindo a graça em 1984/85 com 39.
Em 1983/84, foram os seus golos que levaram a equipa à final de Basileia, ingloriamente perdida para a Juventus F.C. e em 1986/87 foi um dos protagonistas da fantástica caminhada até Viena que, injustamente, haveria de falhar por lesão. Mas esteve em Tóquio, na final mais radical que o mundo do futebol já viu, contribuindo com um golo para que o F.C.Porto alcançasse tão importante troféu.
Mas em Novembro de 1987 iriam começar os problemas. Tomislav Ivic, assumiu numa entrevista que “Gomes é finito!” e lançou no clube uma confusão danada. No jogo sa segunda-mão da Supertaça Europeia frente ao Ajax F.C. de Cruyff, Ivic trocou Gomes por Jorge Plácido antes do final do jogo e ouviu a maior assobiadela da sua carreira. Porquê? Porque o, então, Jugoslavo impediu Gomes de erguer um troféu internacional em pleno Estádio das Antas… grande parte dos portistas nunca lhe perdoou. Sobre a possibilidade de abandonar o futebol, Gomes dizia:“Se penso na retirada? Vivo o presente e não sou astrólogo, mas tenho um amigo astrólogo que me disse que jogaria mais quatro anos...”. As coisas entre Gomes, a direcção e a equipa técnica estavam tudo menos pacíficas e sabia-se que a única coisa que mantinha Gomes no F.C.Porto era o carinho que a massa associativa tinha pelo avançado, facto que o avançado sabia usar como ninguém.
Mas em Junho tudo parecia voltar aos eixos quando Ivic saiu do clube. Gomes renovava o contrato e Quinito, o novo treinador afirmava:“Comigo… é Gomes e mais dez”. O problema é que Quinito não se aguentou muito tempo à frente da equipa técnica e voltaram Artur Jorge e Octávio… dois velhos conhecidos. As coisas andavam outra vez bastante tensas, quando o F.C.Porto teve uma deslocação à Madeira para enfrentar o Marítimo S.C. O avião atrasou-se e a comitiva chegou ao hotel apenas às 23 horas, ainda sem jantar. Quando por volta da meia-noite o jantar começou a ser servido inicialmente pelas mesas VIPs (Dirigentes e técnicos), como era normal, Fernando Gomes levantou-se e insurgiu-se com o facto essencialmente devido ao adiantar da hora. Octávio Machado interviu e disse que ele, Fernando Gomes, “não mandava ali”. Gomes respondeu que “era o capitão”… mas acabou por insultar Octávio chamando-lhe: “Palhaço e bufo dos tempos do sr. Pedroto”. O Bi-bota acabou com um processo disciplinar e suspensão de todas as actividades.
Respondendo a um jornalista sobre as razões da perseguição que se dizia alvo, Fernando Gomes referiu:“A primeira razão relaciona-se com o invejável apoio e carinho que granjeei junto da massa associativa do F. C. Porto e público em geral. A segunda razão é a identificação que se faz entre a minha figura e o F. C. Porto”. É preciso notar que Gomes teve uma dimensão nacional e internacional enorme. Devido ao apoio contagiante que tinha nos adeptos, o seu peso dentro do clube era considerado exagerado pela administração e obviamente que os problemas tinham que surgir.
Em Junho do ano de 1989, Gomes provocava uma dor de alma na maior parte dos portistas ao assinar pelo Sporting C.P. acabando a carreira dois anos depois. O Astrólogo acertara! Ainda pisaria o relvado das Antas ao serviço do clube leonino, sendo recebido por uma mistura de palmas e assobios.
Fernando Gomes era um avançado fantástico, excelente no jogo de cabeça, um posicionamento perfeito, movimentava-se muito bem na área, fazia jogo com os companheiros mais atrasados, abria espaços para entrada de colegas e tinha um instinto pelo golo que era qualquer coisa de fenomenal. Foi um dos mais carismáticos Capitães que este clube já viu e com certeza o avançado mais completo que envergou aquela camisola. Marcou 317 golos no Campeonato (um recorde nacional), sendo o jogador com mais golos marcados ao serviço do F.C. Porto: 288.
Atualmente é dirigente do Futebol Clube do Porto.

Palmarés
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
5 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
3 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça Associação de Futebol do Porto
1 Taça Associação de Futebol de Lisboa
2 Botas de Ouro
6 Bolas de Prata

6 de março de 2009

Domingos


Domingos José Paciência Oliveira nasceu no dia 2 de Janeiro de 1969 em Leça da Palmeira.
Começou por jogar futebol no Académico de Leça e aos 13 anos chegou ao Futebol Clube do Porto.
Na temporada de 1987/88 estreou-se na equipa principal dos Dragões onde permaneceu durante 10 temporadas consecutivas. Ao longo de todos esses anos, Domingos foi Campeão Nacional por sete vezes, venceu a Taça de Portugal em três ocasiões e a Supertaça Cândido de Oliveira por cinco vezes. Foi ainda o melhor marcador do Campeonato Nacional na temporada de 1995/96.
Em 1997/98 transferiu-se para o C.D. Tenerife, e por lá ficou duas épocas. No final dessas duas temporadas, regressou ao Futebol Clube do Porto para conquistar mais duas Taças de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira.
No final da temporada de 2000/01 terminou a sua brilhante carreira futebolística.
Começou pouco depois a desempenhar as funções de treinador nas camadas jovens do F.C. Porto, e passou depois a treinador da equipa b portista.
Em 2006/07 estreou-se como treinador na equipa principal do União de Leiria. Na temporada seguinte orientou a Académica de Coimbra. Em 2009/10 transferiu-se para o S.C. Braga e esteve perto de levar o clube da cidade dos arcebispos ao título de campeão, conseguiu um inédito 2º lugar e levou os bracarenses pela primeira vez na sua história à Liga dos Campeões. Na temporada seguinte conduziu o clube do Minho à final da Liga Europa onde viu a sua equipa cair aos pés do Futebol Clube do Porto. Em 2011/12 treinou o Sporting C.P. mas por apenas seis meses, já que foi demitido devido aos maus resultados dos leões. Teve depois uma breve passagem pelo R.C. Deportivo Coruña, mas não foi feliz e abandonou o clube espanhol ainda antes do final da temporada. Passou depois pelos turcos do Kayserispor. Em 2014/15 assumiu o comando do V. Setúbal mas esteve à frente dos sadinos apenas até Dezembro de 2015. Em Maio de 2015 rumou ao Chipre para orientar o APOEL mas apenas permaneceu em Nicósia três meses. Em Abril de 2017 rehressa ao campeonato portugues para comandar a equipa técnica do C.F. Belenenses.

Palmarés
7 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
5 Taças de Portugal
5 Supertaças Cândido de Oliveira

1 de março de 2009

Celso


Celso Dias dos Santos nasceu no dia 28 de Fevereiro de 1956 em Santos, Brasil.
Começou a sua carreira em 1974 no Botafogo F.C. e conquistou o seu primeiro título dois anos depois, no Maringá, do Estado do Paraná. Após uma passagem pelo Fortaleza E.C. transferiu-se para o Ferroviário de Ceará sagrando-se campeão deste estado brasileiro em 1979. Três anos depois vestiu a camisola do C.R. Vasco da Gama e foi campeão carioca. Seguiu-se o ingresso no Atlético Paranaense e novo título do Paraná, este em 1983. Jogou ainda no Santa Cruz do Recife e no E.C. Bahía.
Em 1985/86 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto. Estreou-se com a camisola dos Dragões na 1ª jornada do campeonato em que os portistas venceram o S.L. Benfica por 2-0. Desde logo Celso começou a ser um dos pilares na defesa da equipa orientada por Artur Jorge, que se sagrou Campeão Nacional logo na sua primeira época ao serviço dos Dragões.
Na temporada seguinte viveu o momento alto da sua carreira ao vencer a Taça dos Clubes Campeões Europeus com uma vitória sobre os alemães do Bayern Munique. Nessa participação do F.C. Porto na prova europeia, ficou na memória de muitos portistas o golo marcado por Celso contra o Dínamo de Kiev na segunda-mão das meias-finais.
Em 1987/88, Celso voltou a sagrar-se Campeão Nacional, Venceu a sua primeira Taça de Portugal e conquistou ainda mais dois troféus internacionais. A Taça Intercontinental foi brilhantemente conquistada pelo F.C. Porto em Tóquio depois de derrotar o C.A. Peñarol, e um mês mais tarde foi a vez da Supertaça Europeia ficar nas Antas depois de dupla vitória por 1-0 sobre o Ajax F.C.
Em 1988/89, Celso voltou ao Brasil onde ingressou no Goiás E.C. Depois voltou ao Ferroviário A.C. onde colocou um ponto final na sua carreira de futebolista.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
2 Campeonatos do Paraná
1 Campeonato do Rio de Janeiro