26 de julho de 2009

Norman Hall

O inglês Norman Hall era uma estrela na equipa do Futebol Clube do Porto.
A residir em Portugal desde os 8 anos de idade, pouco depois deu os primeiros pontapés na bola no seio do clube que seria o "do seu coração".
Mais tarde, em 1919, iniciaria um percurso desportivo que fez dele uma enorme glória do F.C. Porto.
Hall foi um avançado que se destacou pela extrema cortesia e "fair-play". Era uma figura viva, apaixonante, sempre de sorriso posto, um verdadeiro "gentleman". Numa altura em que os atletas eram inscritos por categorias (o F.C. Porto chegou a disputar os campeonatos de quartas categorias), Norman Hall, embora inscrito a meio da época (20-12-1919), passou desde logo a integrar o plantel de elite de que faziam parte, entre outros, Lino Moreira, José Magalhães Bastos, José Ferreira da Silva, Floreano Pereira, Hamilton, Joaquim Reis, Edward Bull, Lopes Carneiro, Velez Carneiro e Alexandre Cal, vindo a revelar-se um grande jogador e um excepcional desportista.
Estreou-se, com uma grande exibição, em 4 de Abril de 1920 na vitória (3-2) frente ao S.L. Benfica, em Lisboa, a primeira de muitas que o F.C. Porto, ao longo da sua gloriosa história, iria arrebatar a sul e na capital.
Era um jogador que, com raro espírito de solidariedade, se subordinava aos interesses da equipa. O denodo e qualidade técnica fizeram-no temido pelos adversários e, goleador nato, marcou inúmeros e decisivos golos.
Numa eliminatória do Campeonato de 1925/26, só à sua conta converteu 8 tentos (!) nos 10-0 do F.C. Porto.
A mais-valia que representava para a equipa fica comprovada pelo episódio que se conta dum jogo com o S.L. Benfica na época 1930/31 (28-06-1931 – Campo do Arnado, Coimbra). Aníbal José, jogador dos encarnados, algum tempo depois do encontro, confidenciou em entrevista à "Stadium":
"Deixei o Benfica quase por imposição de Vítor Silva a pretexto de ser incorrecto e de não querer obedecer-lhe, mas, aquando do desafio entre o S.L. Benfica e o F.C. Porto, em Coimbra, na final do Campeonato de Portugal, era o Norman Hall o melhor jogador portista, podendo estorvar o Benfica. Vítor Silva, o capitão de equipa, veio ter comigo e disse-me: Ó Aníbal, dá uma grande pancada no Hall, inutiliza-o, quando não estamos perdidos! Eu imediatamente fui ao encontro do Norman Hall e desanquei-o de tal maneira que os rapazes no campo disseram: lá mataram o Hall! O certo é que logo a seguir o Benfica fez dois golos, de nada valendo vir o desgraçado do Hall para ponta esquerda, visto que nada podia fazer... E na outra parte metemos outro golo, ficando o resultado em 3-0."
Norman Hall jogou durante toda a década de 1920/30 e em 1931 ainda tinha um papel transcendente na equipa. Foi capitão do F.C. Porto durante vários anos. Além dos que, com ele, se sagraram em 1921/22 os Primeiros Campeões de Portugal, teve, mais tarde, como companheiros outras velhas glórias do Clube entre as quais Waldemar Mota, Acácio Mesquita, Pedro Temudo, Flávio Laranjeira, Álvaro Pereira, Avelino Martins, Francisco Castro e os míticos Miguel Siska e Artur de Sousa "Pinga", sendo que este iniciava uma carreira fulgurante no futebol português. Com alguns deles reconquistou o Campeonato de Portugal em 1924/25.
Hall, um grande atleta e um homem, com um coração enorme, que em todo o lado dignificou a imagem do Clube que amava. O facto de, juntamente com Abel D'Aquino Júnior, ser o único jogador de antanho a figurar na galeria dos sócios honorários do F.C. Porto, revela bem o destaque que alcançou no clube da Invicta.
A festa de despedida, em 1 de Julho de 1931, foi um tributo das gentes portistas ao homem e ao atleta.

Palmarés
2 Campeonatos de Portugal
12 Campeonatos do Porto


elaborado por Fernando Moreira

19 de julho de 2009

Pedro Emanuel

Pedro Emanuel dos Santos Martins Silva nasceu no dia 11 de Fevereiro de 1975 em Luanda, Angola.
Começou por jogar futebol nas camadas jovens do Boavista F.C. e na temporada de 1993/94 foi emprestado ao F.C. Marco onde fez a sua estreia como sénior. Depois passou também por empréstimo pelo A.D. Ovarense, e por ultimo rumou ao F.C. Penafiel antes de regressar ao clube do Bessa na época de 1996/97 ainda a tempo de conquistar a sua primeira Taça de Portugal. No Boavista F.C. Pedro Emanuel permaneceu até ao final da temporada de 2000/01. Ao longo das seis temporadas em que representou o clube da Pantera, foi ganhando um lugar de destaque no plantel boavisteiro ao ponto de chegar a ser capitão de equipa. Equipa que se sagrou Campeã Nacional pela primeira vez na história do clube do Bessa em 2000/01 e que Pedro Emanuel viu dessa forma o seu nome ligado ao historial do clube.
Na temporada seguinte transferiu-se para o Futebol clube do Porto e voltou a sagrar-se Campeão Nacional, ao que juntou a vitória na Taça de Portugal. Conquistou ainda a Taça UEFA depois da vitória sobre o Celtic de Galsgow na Fina de Sevilha.
Em 2003/04 repetiu a vitória no Campeonato Nacional, venceu a Supertaça Nacional e ainda conquistou a Liga dos Campeões. Na temporada seguinte as vitórias continuaram com mais uma Supertaça Nacional e com mais um troféu internacional conquistado, neste caso a Taça Intercontinental que Pedro Emanuel teve um papel importante ao marcar o ultimo penalti no desempate por grandes penalidades. A imagem do jogador nos instantes antes da cobrança do penalti vai ficar para sempre na memoria de todos aqueles que assistiram ao jogo.
Em 2005/06 voltou a Sagrar-se Campeão Nacional e voltou a conquistar a Taça de Portugal.
Na temporada de 2006/07 a azar bateu-lhe à porta ainda no decorrer da pré-época. No dia 12 de Agosto nos exercícios de aquecimento para a partida contra o Manchester City, Pedro Emanuel sofreu uma lesão no tendão de Aquiles que o afastou dos relvados durante toda a temporada. Ainda assim festejou mais uma vitória no Campeonato Nacional e a conquista de mais uma Supertaça.
Na temporada seguinte já totalmente recuperado voltou a sagrar-se Campeão Nacional.
Em 2008/09 festejou o Tetra-Campeonato e mais uma vitória na Taça de Portugal. Apesar de já não ser utilizado com frequência, Pedro Emanuel era a voz de comando no balneário e uma das maiores referências do plantel. No final da temporada pendurou as chuteiras.
Passou a treinador dos juvenis portistas onde levou os jovens Dragões à conquista do Título de Campeões. Na temporada de 2010/11 voltou ao plantel principal do F.C. Porto para ser treinador-adjunto.
Em 2011/12 estreou-se como treinador principal ao assumir o comando da Académica de Coimbra tendo levado os estudantes à vitória na Taça de Portugal dessa mesma temporada, no entanto os resultados menos conseguidos já na temporada de 2012/13, levaram à sua saída do clube de Coimbra em Abril de 2013. Em 2013/14 passa a treinar o F.C. Arouca onde permanece durante duas temporadas. Em 2015/16 assume o comando técnico dos cipriotas do Apollon Limassol F.C., lugar que ocupou até Dezembro de 2016. Regressa a Portugal e em Março de 2017 é convidado a orientar o G.D. Estoril.
No dia 25 de Julho de 2014 esteve de novo no relvado do Estádio do Dragão e de novo com a camisola do Futebol Clube do Porto vestida no jogo de despedida e homenagem a Deco.

Palmarés como jogador
7 (6) Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
4 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Liga dos Campeões
1 Taça UEFA
1 Taça Intercontinental

Palmarés como treinador
1 Taça de Portugal

12 de julho de 2009

Jaime Pacheco


Jaime Moreira Pacheco nasceu no dia 22 de Julho de 1958 em Lordelo, Paredes.
Iniciou-se no mundo do futebol nos iniciados do Aliados Lordelo.
Mais tarde, foi fazer uma experiência ao F.C. Porto e foi contratado por José Maria Pedroto para a temporada 1979/1980.
Depois de cinco anos nas Antas, assinou pelo Sporting C.P. motivando mais uma zanga entre os dois clubes, mas regressou ao F.C. Porto duas temporadas depois, a tempo de se sagrar Campeão Europeu, em 1987, e vencer a Taça Intercontinental assim como a Supertaça Europeia.
Chegou também a vestir por diversas vezes a camisola da Selecção Nacional. Como jogador, venceu uma vez o Campeonato Nacional, duas vezes a Taça de Portugal, três vezes a Supertaça Cândido de Oliveira e duas Taças Associação de Futebol do Porto, sempre ao serviço do F.C. Porto. Saiu das Antas para representar, por esta ordem, o Vitória de Setúbal, o F.C. Paços de Ferreira, o S.C. Braga, o Rio Ave F.C. e o União Paredes.
Jaime Pacheco estreou-se a treinador durante a temporada de 1992/93 quando ainda era jogador do F.C. Paços de Ferreira e onde acumulou as duas funções.
Em 1995/96 passou definitivamente a técnico ou assumir o comando do União de Lamas. E foi na equipa de Santa Maria da Feira que Jaime Pacheco começou a dar as primeiras dores de cabeça às grandes equipas, quando na 5ª eliminatória da Taça de Portugal impôs um empate a zero contra o F.C. Porto em pleno estádio das Antas, e o feito poderia mesmo ter sido ainda maior não fosse o União de Lamas ter desperdiçado uma grande penalidade já nos minutos finais.
Ainda nessa época, o presidente do Vitória de Guimarães, Pimenta Machado, foi buscá-lo a Santa Maria de Lamas para orientar a equipa da cidade berço. Assim, tirou o V. Guimarães do fundo da tabela, para na época seguinte (1996/1997) levar o clube minhoto a conquistar a presença nas competições europeias.
Na temporada de 1997/98, viveu uma situação insólita na sua carreira, já que foi despedido à oitava jornada, quando o Vitória de Guimarães, curiosamente, seguia num excelente segundo lugar no campeonato. Contudo, Jaime Pacheco não ficou muito tempo no desemprego, já que João Loureiro, presidente do Boavista F.C. se lembrou dele quando, em Dezembro de 1997, decidiu substituir Mário Reis no comando da equipa técnica do clube axadrezado.
Na época de 1998/99, levou os axadrezados ao segundo lugar no campeonato, assim, em 1999/2000 o Boavista F.C. alcançou o apuramento para a Liga dos Campeões. Mas o maior feito da carreira de Jaime Pacheco como treinador de futebol foi alcançado na temporada de 2000/01 quando levou o Boavista F.C. à vitória no Campeonato Nacional.
Na temporada de 2002/03 ainda no comando técnico do emblema do Bessa, chegou às meias-finais da Taça UEFA onde foi eliminado pelos escoceses do Celtic de Glasgow.
Em 2003/04 ingressou no R.C.D. Mallorca de Espanha onde se manteve apenas alguns meses. Na temporada seguinte voltou ao Boavista F.C. onde esteve uma temporada.
Ainda passou depois pelo V. Guimarães, regressou de novo ao Bessa e na temporada de 2008/09 assumiu o comando do C.F. Belenenses. Em 2009/10 viajou para a Arábia Saudita onde foi treinar o Al-Shabab de Riyadh durante uma temporada. Em 2011 rumou à China para comandar o Beijin Guoan F.C. durante dois anos. Passou depois pelo Egito para orientar o Zamalek S.C. Em 2014/15 voltou à Arabia Saudita e ao Al-Shabab F.C. e no verão de 2016 voltou à China para treinar o Tianjin Teda F.C. 

Palmarés como jogador
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto
1 Taça Associação de Futebol de Lisboa

Palmarés como treinador
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)

5 de julho de 2009

Lucho González


Luis Oscar González (Lucho), nasceu no dia 19 de Janeiro de 1981 em Buenos Aires na Argentina.
Com 14 anos iniciou-se no futebol nas camadas jovens do Club Atlético Hurcán, e na temporada de 1998/99 fez a sua estreia na equipa principal.
Em 2002 transferiu-se para o C.A. River Plate onde desde cedo começou a ser um dos jogadores mais influentes da equipa e onde se sagrou Campeão do Torneio Clausura em 2003 e 2004.
No ano de 2004, esteve presente nos Jogos Olímpicos de Atenas em representação da Selecção da Argentina de futebol onde venceu a Medalha de Ouro. Lucho González Começava assim a despertar o interesse dos principais clubes europeus e em 2005 assinou contrato com o Futebol Clube do Porto.
Chegou aos Dragões no início da temporada de 2005/06. No final da época festejou o seu primeiro título de Campeão de Portugal, venceu também a Taça de Portugal e foi o melhor marcador da equipa. Por esta altura, começava a ser um dos principais jogadores portistas e na sua primeira temporada chegou por diversas vezes a ser capitão de equipa. As boas exibições realizadas no F.C. Porto valeram-lhe a chamada à Selecção da Argentina que esteve presente no Campeonato do Mundo de Futebol da Alemanha em 2006.
Na sua segunda época ao serviço do F.C. Porto, voltou a vencer o Campeonato Nacional, ao que juntou a conquista da Supertaça. Voltou também a vestir a camisola da Argentina na Copa América de 2007.
Em 2007/08 foi novamente Campeão Nacional. Título que repetiu na temporada de 2008/09 ao sagrar-se Tetra-Campeão. Juntou nova vitória na Taça de Portugal apesar de não ter disputado a Final devido a lesão. No final dessa temporada despediu-se do F.C. Porto não sem antes agradecer aos adeptos o carinho que aqui encontrou.
Em 2009/10 rumou a França para jogar pelo O. Marselha, clube com que se sagrou Campeão em 2009/10, venceu a Supertaça de França na mesma temporada e ainda a Taça da Liga por 3 vezes.
Em Janeiro de 2012 regressou ao Futebol Clube do Porto e voltou a sagrar-se Campeão Nacional. Já no inicio da temporada de 2012/13, ajudou os portistas a conquistarem a Supertaça Cândido de Oliveira e no final dessa temporada voltou a sagrar-se Campeão Nacional. Voltou a conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira na temporada de 2013/14.
Em Janeiro de 2014 deixou pela segunda vez os Dragões para rumar ao Catar, para vestir a camisola do Al-Rayyan Club, onde disputou 14 partidas oficiais.
Em Junho de 2015 regressou à Argentina e ao C.A. River Plate, um regresso feliz já que praticamente um mês depois de voltar a vestir a camisola dos "Millonarios" venceu a Taça dos Libertadores da América. Em Setembro de 2016 viaja para o Brasil para ingressar no Clube Atlético Paranaense.

Palmarés
1 Taça dos Libertadores da América
6 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
3 Supertaça Cândido de Oliveira
2 Campeonatos da Argentina
1 Campeonato de França
1 Supertaça de França
3 Taça da Liga de França
1 Medalha de Ouro Olimpica