27 de março de 2011

Eduardo Luis

Eduardo Luís Marques Kruss Gomes nasceu no dia 6 de Dezembro de 1955 em Loures.
Começou por jogar futebol no C.D. Olivais e Moscavide, mais tarde foi para o S.L. Benfica.
Na temporada de 1974/75 passou a sénior e rumou ao C.S. Marítimo por empréstimo. Na época seguinte voltou à Luz e fez parte do plantel que venceu o Campeonato Nacional. Em 1976/77 voltou ao C.S. Marítimo e por lá se manteve durante seis épocas.
Na temporada de 1982/83 ingressou no Futebol Clube do Porto que era treinado na altura por José Maria Pedroto. Ao serviço dos Dragões, Eduardo Luís venceu três Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal, três Supertaça Cândido de Oliveira, uma Taça Associação de Futebol do Porto. Esteve ainda presente na primeira final europeia da história do F.C. Porto, no ano de 1984 em Basileia quando os portistas defrontaram os italianos da Juventus F.C.
Mas o momento alto da sua carreira aconteceu no dia 27 de Maio de 1987. Nesse dia o F.C. Porto jogou contra o F.C. Bayern de Munique em Viena, capital da Áustria, um jogo a contar para a final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Os Dragões venceram por 2-1 e assim Eduardo Luís conquistou o troféu mais apetecido da Europa. Depois ainda conquistou a Taça Intercontinental e logo depois a Supertaça Europeia.
No final da temporada de 1988/89, Eduardo Luís deixou o F.C. Porto e transferiu-se para o Rio Ave F.C. e na época seguinte rumou ao A.D. Ovarense onde jogou durante mais duas temporadas, para terminar a carreira em 1991/92 ao serviço do clube de Ovar.
Eduardo Luís passou na temporada que se seguiu a treinador do A.D. Ovarense. Depois orientou vários clubes de escalões secundários.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
4 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça Associação de Futebol do Porto

13 de março de 2011

Jorge Couto


Jorge António Pinto do Couto nasceu no dia 1 de Julho de 1970 em Argoncilhe; Santa Maria da Feira.
Começou por jogar futebol por passatempo na Venezuela, onde esteve alguns anos e quando voltou a Portugal ingressou como juvenil na equipa do A.D. Argoncilhe. Depois foi jogar para o Lusitano F.C. Lourosa.
Em 1985/86 passou para os juniores do Futebol Clube do Porto.
Na temporada de 1988/89 passou a sénior e foi emprestado ao Gil Vicente F.C.
Na época seguinte já se afirmou na equipa principal do F.C. Porto, na qual permaneceu durante sete temporadas tendo-se sagrado Campeão Nacional por cinco vezes, venceu uma Taça de Portugal e cinco Supertaças Cândido de Oliveira. Com a camisola dos Dragões, Jorge Couto marcou golos importantes, como o da vitória contra o V. Setúbal no Estádio das Antas que valeu o título de Campeão Nacional em 1989/90, ou em Alvalade na época de 1990/91 com um chapéu desde o meio campo que ajudou à vitória por 2-0 sobre o Sporting C.P.
Em 1996/97 transferiu-se para o Boavista F.C. e no clube do Bessa jogou durante mais sete épocas. Nos axadrezados venceu uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira. Jorge Couto ficou ainda na história do emblema do Bessa por ser um dos jogadores que venceram o único campeonato nacional que o clube portuense conquistou em 2000/01.
No final da época de 2002/03 colocou um ponto final na sua carreira de futebolista.

Palmarés
6 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
6 Supertaças Cândido de Oliveira

6 de março de 2011

Djalma

Djalma Nascimento de Freitas nasceu no dia 27 de Novembro de 1941 no Bairro Caxangá na cidade do Recife, Brasil.
Aos 15 anos entrou para as camadas jovens do Caxangá E.C. onde passou desde logo a jogar a avançado centro. Com apenas 17 anos deu o salto para a equipa principal do Caxangá E.C. e começou o assédio dos principais clubes pelo jovem jogador e foi sem surpresa que se transferiu para o América F.C. para na temporada seguinte rumar ao S.C. Recife.
Ao serviço do S.C. Recife, Djalma conquistou no ano da sua estreia pelo clube a Copa do Norte e o Torneio de Inicio do Campeonato Pernambucano de 1959.
Em 1961 esteve quatro meses emprestado ao S. Paulo F.C. onde agradou aos responsáveis do clube paulista que o tentaram contratar, só que o S.C. Recife pedia muito dinheiro e assim a transferência não se realizou. Djalma continuou no clube de Pernambuco e ainda 1961 venceu o Campeonato Estadual Pernambucano, tendo também sido o melhor marcador com 36 golos. No final desse ano esteve perto de ingressar no S.C. Covilhã pois o presidente do S.C. Recife era natural da cidade da Covilhã e a transferência esteve praticamente acertada, mas à última da hora o negócio foi desfeito. Djalma continuou a vestir a camisola do S.C. Recife e venceu de novo o Campeonato Estadual e ainda a Copa do Norte-Nordeste e a Copa do Norte, troféu que conquistou também no ano seguinte.
Em Junho de 1965 Djalma chega a Portugal para ingressar no V. Guimarães. Logo no jogo de estreia para o Campeonato Nacional apontou 2 golos na vitória dos minhotos sobre o V. Setúbal por 4-2. Mas onde ficou vincada a sua marca foi nas partidas contra o S.C. Braga nessa temporada de 1965/66. Na primeira volta os vimaranenses venceram por 6-2 com Djalma a apontar todos os golos da sua equipa, na segunda volta novo triunfo do V. Guimarães em Braga e por 3-5 com mais 5 golos de Djalma.
Na temporada de 1966/67 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto.
Os portistas pagaram 150 contos mais as cedências a título definitivo do defesa Joaquim Jorge e Naftal e os empréstimos para a temporada de 1966/67 de Miranda e Lazaro. Djalma assinou um contrato por 3 anos e passou a ser o jogador do clube mais bem pago ao receber 60 contos na primeira época, 70 na segunda e 80 na terceira.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 18 de Setembro de 1966 no Estádio do Varzim onde os portistas venceram por 3-0 os poveiros, com djalma em grande evidencia ao ser o autor de dois golos, num jogo que contou para a 1ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1966/67.
Nas três épocas que esteve ao serviço dos Dragões, Djalma foi o melhor marcador do Campeonato Nacional de 1966/67 e 1967/68. Conquistou a Taça de Portugal em 1967/68 onde foi titular da equipa que derrotou o V. Setúbal por 2-1.
No final de 1968/69 deixou o F.C. Porto onde actuou em 101 jogos e marcou 63 golos.
Continuou de azul e branco mas passou a defender a camisola do C.F. Belenenses. Os problemas indisciplinares que eram frequentes em Djalma continuaram em Belém e depois de ter convencido o médico do clube de que estava lesionado para não viajar com a equipa para África, teve um grave acidente de viação ao conduzir sobe efeitos do álcool, tendo-se despistado e atropelado fatalmente três pessoas. Foi detido, condenado a quase dois anos de prisão, mas o bom comportamento e as influencias do então Presidente da Republica, que era adepto do Belenenses, encurtaram a pena para alguns meses. Saiu já em 1970 e apenas disputou uma partida nesse campeonato de 1969/70. Na temporada seguinte actuou em 8 jogos e marcou 2 golos.Foi depois dispensado pelo C.F. Belenenses e ingressou por empréstimo no Oriental de Lisboa e em 1971/72 no A.C. Marinhense.
Em 1973/74 foi jogar para o S.C. Espinho onde ajudou o clube da costa verde a subir à 1ª Divisão Nacional. Mas os problemas continuaram e a caminho do Café Velásquez no Porto foi abalroado por um camião. Esteve às portas da morte. Foi operado durante 12 horas e esteve 18 dias em coma. Ficou sem dois dedos na mão esquerda e com a perna direita mais curta. Fugiu do hospital e foi beber para um bar, o empregado reconheceu-o e ligou para o hospital, para onde voltou e foi amarrado à cama.
Ainda voltou a jogar até um médico o avisar que uma pancada mais forte na perna lhe poderia custar a amputação.
Em 1976 o Futebol Clube do Porto realizou um jogo de homenagem no Campo do Riopele para angariar fundos para Djalma voltar ao Brasil.
Em 1995 visitou Portugal a convite do F.C. Porto.

Palmarés
1 Taça de Portugal
2 Campeonatos Estaduais
3 Copas do Norte
1 Copa do Norte-Nordeste