25 de março de 2013

Alexandre Cal

Alexandre Cal foi um dos grandes futebolistas que representaram o Futebol Clube do Porto nos finais da década de 1910 e inícios da década de 1920.
Em 1921/22, ajudou os Dragões e vencerem o primeiro Campeonato de Portugal organizado pela União Portuguesa de Futebol, antecessora da Federação Portuguesa de Futebol.
Mas Alexandre Cal já antes tinha alcançado outros feitos de grande relevo ao conseguir vencer pela primeira vez o S.L. Benfica em Lisboa no dia 4 de Abril de 1920. Alguns dias antes, no Campo da Constituição, o F.C. Porto já tinha vencido outra equipa da Capital por 4-1, o Império Lisboa Clube.
Essas duas vitórias foram, no entanto, branqueadas pelos jornais da Capital. Situação que revoltou os jogadores portistas com Alexandre Cal, na condição de capitão-geral, a escrever uma carta no jornal “O Primeiro de Janeiro”, na edição do dia 17 de Março de 1920:
«Quero frisar que os jogadores do F.C. Porto não só se portaram de uma maneira brilhante em ambos os desafios, como foram extremamente correctos para com os seus adversários e para com o publico, não tendo abandonado o campo de jogo no decorrer da segunda parte do primeiro desafio por má vontade, mas sim porque o publico se manifestou ruidosamente e invadiu o campo, não consentindo a continuação do jogo (contra o Império). Eu não viria de modo algum falar neste assunto se a “Imprensa Desportiva” da Capital pusesse um pouco de parte o seu facciosismo e fizesse, com imparcialidade e lealdade, o relato de ambos os desafios. Mas assim não procedeu e os jornais que têm a sua “secção desportiva” e que pelo menos costumam anunciar aos seus leitores os resultados dos desafios, deixando desta vez de o fazer, excepto um que falou do resultado do primeiro desafio, mas que não disse a expressão da verdade. Com efeito, o F.C. Porto não perdeu com o Império como esse jornal publicou; se tivesse contado os factos como eles se passaram, deveria ter dito que o jogo entre o F.C. Porto e o Império não chegou a terminar porque o publico, indignado, principalmente com a arbitragem, protestou ruidosamente, incitando os jogadores a abandonarem o campo, sendo este logo invadido pela assistência, não consentindo que o jogo continuasse e aclamando com entusiasmo os jogadores portuenses, sendo até o guarda-redes levado ao colo pela multidão e delirantemente ovacionado. Esta é que é a pura verdade: o F.C. Porto não perdeu com o Império.
O segundo desafio, jogado contra o Benfica, foi ganho pelo F.C. Porto por 3-2. Este resultado não veio em nenhum jornal dos que mantém “secção desportiva”. A razão deste silencio? É simples: Lisboa, em futebol, há dez anos ou mais que estava habituado a vencer o Porto, conseguindo quase sempre mais ou menos fáceis vitórias. Este ano, o Porto, quis vencer e venceu, e para isso trabalhou com vontade, desfazendo assim a ideia que muitos tinham de ser impossível tão cedo o Norte triunfar do Sul. Eis a razão porque foi tão pouco falada a vitória dos portuenses.
Quanto aos jornais desportivos, um deles, que por sinal costuma trazer uma resenha bastante desenvolvida dos bons desafios, limita-se a fazer uma pequena apreciação que por acaso não condiz nada com o título, e essa mesma feita em tipo pequeno, como que a ver se passa despercebida. Inclusivamente, em lugar de dizer, “o F.C. Porto venceu o Benfica”, diz: “team do Porto vence o Benfica”. Faço esta pequena observação, que poderia parecer sem importância, mas é para que todos fiquem sabendo que o grupo que foi a Lisboa é única e exclusivamente de elementos do F.C. Porto e não com alguns do Oporto Cricket Club, como um jornal desportivo da capital fez constatar, talvez por más informações…»

fonte: A Bola 

11 de março de 2013

Carlos Megre

Carlos Megre foi mais um dos primeiros futebolistas a vestir a camisola do Futebol Clube do Porto nos primeiros anos de existência do clube.
Foi provavelmente o primeiro avançado de relevo a passar pelos Dragões.
Durante o tempo em que fez parte do plantel portista, Carlos Megre ajudou a conquistar a Taça Clube União do Norte, também a Taça José Monteiro da Costa, assim como o Campeonato do Porto nas temporadas de 1914/15 e 1915/16 e ainda a Taça Associação de Futebol do Porto em 1915/16.
Depois de muitas partidas disputadas e também de muitos golos apontados, com o passar dos anos começou a praticar ténis, sempre ao serviço do F.C. Porto e sempre com a mesma dedicação com que praticava futebol, já que venceu vários campeonatos.
Na altura da inauguração do Estádio das Antas, Carlos Megre era o sócio numero 3 do F.C. Porto.

Palmarés
2 Campeonatos do Porto
1 Taça Associação de Futebol do Porto

4 de março de 2013

Aly Cissokho

Aly Cissokho nasceu no dia 15 de Setembro de 1987 em Blois; França.
Com sete anos entrou para as escolas de formação do A.M.J. Blois. Aos onze anos mudou-se para o outro clube da sua terra, o Blois Football 41, clube que representou até 2003. Seguiu-se o Saint-Jean-de-la-Ruelle e na temporada de 2004/05 integrou a equipa do F.C. Gueugnonnais.
Foi no clube da cidade de Gueugnon que Cissokho se estreou como profissional na época de 2006/07, tendo representado o clube francês até ao final da temporada de 2007/08.
Em Julho de 2008 chegou a Portugal por indicação do treinador Daúto Faquirá para representar o V. Setúbal, no entanto não ficou durante muito tempo na cidade do Sado.
Em Janeiro de 2009 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto, com os portistas a pagarem 300 mil euros aos sadinos.
Nos Dragões disputou 20 jogos (15 para o campeonato, 4 na Liga dos Campeões e 1 na Taça da Liga). Sagrou-se Campeão Nacional e conquistou a Taça de Portugal. Foi o dono do lado esquerdo da defesa da equipa orientada per Jesualdo Ferreira e no final da temporada tinha já os grandes clubes europeus a segui-lo.
Os italianos do A.C. Milan avançaram para o contratar, a troco de 15 milhões de euros. Cissokho acabou por não rumar a Itália devido a complicações nos exames médicos.
Foi então que surgiram os franceses do Olympique Lyon prontos a pagarem também os 15 milhões de euros para levarem de novo Cissokho para o seu país natal.
O Futebol Clube do Porto perdia um dos seus titulares mas obtinha um retorno enorme, isto em apenas seis meses que o jogador vestiu a camisola azul e branca.
Cissokho representou o Olympique Lyon durante três temporadas, tendo conquistado 1 Taça de França e 1 Supertaça francesa.
Em 2012/13 rumou a Espanha para representar o Valência C.F., na temporada seguinte rumou a Inglaterra para representar o Liverpool F.C., onde esteve duas épocas. Em 2014/15 transferiu-se para o Aston Villa F.C.
No inicio da temporada de 2015/16 regressou a Portugal e ao F.C. Porto por empréstimo do clube ingles. Acabou por disputar apenas três partidas e regressou a Inglaterra em Dezembro. 

Palmarés
1 Campeonato Nacional 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
1 Taça de França
1 Supertaça de França